Angra emite nota oficial após polêmica com ex-integrantes e Eduarda Campopiano

A banda Angra emite comunicado oficial após polêmica envolvendo ex-membros, Kiko Loureiro e a deputada eleita Eduarda Campopiano. Confira os detalhes.

No último final de semana, a recém-eleita deputada estadual em São Paulo, Eduarda Campopiano, conhecida por suas posições conservadoras e extremistas, virou assunto nas redes sociais e no cenário musical brasileiro. O motivo foi a circulação de uma foto em que a política aparece vestindo uma camiseta da icônica banda de heavy metal Angra. A imagem rapidamente ganhou tração e gerou reações intensas de figuras ligadas à história do grupo musical.

A repercussão inicial veio de Marco Antunes, baterista e um dos fundadores do Angra, que não economizou nas críticas direcionadas à parlamentar através dos comentários de uma publicação feita por um cabeleireiro. Sem papas na língua, o músico expressou seu total descontentamento com o uso da vestimenta:

Tira essa camiseta, fascistinha de merda, demônio precoce. Como cofundador e anjo brabo precoce, te declaro excomungada. E vá pro raio que a parta, psicopatinha de merda.

Além de Marco Antunes, prints falsos ou boatos circularam na internet sugerindo que o renomado ex-guitarrista da banda, Kiko Loureiro, também teria deixado um comentário crítico na mesma postagem, resumido em um singelo \”Credo\”. No entanto, diante da repercussão gerada pelo material, o próprio músico fez questão de ir até a publicação para desmentir o envolvimento e esclarecer a situação de vez.

Segundo o guitarrista, que integrou o grupo de 1992 até 2015 antes de seguir sua trajetória internacional com o Megadeth, toda a história relacionada à sua suposta manifestação não passa de invenção. Ele declarou publicamente que nunca escreveu qualquer comentário na postagem e que sequer conhecia a existência da figura política até o momento em que a polêmica estourou nas redes sociais.

Diante do turbilhão de especulações e do envolvimento do nome do grupo em debates políticos polarizados, a formação atual do Angra decidiu se manifestar oficialmente. Por meio de um comunicado divulgado em suas redes sociais oficiais, a banda buscou distanciar sua imagem de qualquer declaração de cunho pessoal emitida por ex-integrantes.

O Angra esclarece que não tem qualquer responsabilidade ou envolvimento com manifestações recentemente publicadas por ex-integrantes da banda. Tais opiniões são de caráter estritamente pessoal e não representam o Angra nem seus atuais integrantes. Alguns canais e veículos de comunicação vêm repercutindo o assunto de maneira imprecisa, associando essas manifestações à banda. Essa associação não corresponde aos fatos. Há 35 anos, o Angra se orgulha de levar a música e a cultura brasileira para o mundo, em toda a sua diversidade. Respeitamos a pluralidade de opiniões e ideologias de nosso público e consideramos a liberdade de expressão de nossos fãs um princípio fundamental, independentemente de concordarmos ou não com suas opiniões. Seguimos focados na música, na nossa história e, principalmente, nos nossos fãs.

episódios como este evidenciam o complexo e muitas vezes delicado terreno onde a música pesada e a política se cruzam nos dias de hoje. Enquanto bandas lendárias com décadas de estrada buscam preservar um legado unificado pela arte, o consumo cultural por parte de figuras públicas acaba inevitavelmente gerando atritos ideológicos intensos. No fim das contas, o comunicado do Angra reforça a necessidade de separar o posicionamento de indivíduos — ainda que fundadores ou ex-membros históricos, da identidade coletiva e artística de uma instituição musical que continua voltada para o seu público global.