Filme de BioShock na Netflix deve ser lançado junto com novo jogo da franquia (20/02)
Produtor confirma: Netflix e Take-Two querem lançar o filme de BioShock junto com o novo jogo da série. Veja o que já se sabe sobre filme, game e cronograma.

A longa novela da adaptação de BioShock para o cinema finalmente começou a ganhar forma — e, ao que tudo indica, a volta da franquia será em grande estilo. Em entrevista recente ao Collider, o produtor Roy Lee revelou que a Netflix e a Take-Two estão “muito ansiosas” para lançar o filme de BioShock em conjunto com “novas encarnações” da série nos videogames, deixando claro que existe um plano deliberado de sincronizar o lançamento do longa com o próximo jogo da franquia.
O projeto do filme está em desenvolvimento ativo na Netflix desde 2022, em parceria com a 2K e a Take-Two. A direção é de Francis Lawrence, cineasta conhecido por trabalhos como Eu Sou a Lenda, Constantine e pela maior parte da saga Jogos Vorazes no cinema. Segundo Roy Lee, o filme poderia ter saído “alguns anos atrás”, mas a agenda do diretor acabou empurrando tudo para frente. Lawrence se envolveu primeiro com a adaptação de The Long Walk, de Stephen King, e depois com o novo prelúdio de Jogos Vorazes, intitulado Sunrise on the Reaping, previsto para estrear em novembro deste ano.
A prioridade do diretor, segundo Lee, é terminar a pós-produção desse prelúdio, algo que deve ocupar sua agenda até pelo menos setembro. Só então ele deve mergulhar de vez no filme de BioShock. A previsão atual é que a produção entre em fase de filmagens em 2027, caso nenhum novo conflito de agenda surja no caminho. Lee descreve o andamento do projeto como “em um caminho constante”, mas admite que “muita coisa pode atrapalhar”, embora a intenção, tanto dele quanto da Netflix e da Take-Two, seja iniciar a produção no ano que vem.
Em paralelo ao filme, a situação de BioShock nos games também passou por altos e baixos ao longo da última década. Desde o lançamento de BioShock Infinite, em 2013, a série ficou sem novos capítulos principais, mesmo sendo considerada uma das franquias mais importantes da indústria, com mais de 39–43 milhões de cópias vendidas somando jogos originais, remasterizações e coletâneas. A Take-Two chegou a explorar diferentes caminhos, incluindo um remake do primeiro BioShock, que teria sido cancelado em 2025, e um novo jogo, hoje em desenvolvimento no estúdio Cloud Chamber, criado especificamente para continuar a série.

Esse novo título — muitas vezes chamado informalmente de “BioShock 4” — enfrentou problemas internos, mudanças de liderança e até uma reestruturação criativa. O projeto passou por um “parcial overhaul” para melhorar pontos-chave, enquanto o estúdio sofreu cortes e a saída da chefe Kelley Gilmore. Em seguida, a Take-Two trouxe Rod Fergusson, veterano que já havia sido chamado no passado para “fechar” BioShock Infinite na reta final, e que trabalhou em séries como Gears of War e Diablo. Publicamente, o CEO Strauss Zelnick voltou a afirmar recentemente que o novo BioShock “não está morto” e que o jogo será lançado “sem sombra de dúvida”, reforçando o peso que a franquia ainda tem para a publisher.
É nesse contexto que a fala de Roy Lee ganha ainda mais relevância. Ao dizer que Netflix e Take-Two querem que o filme “coincida com algumas das novas encarnações do game”, ele praticamente confirma que há um plano coordenado para usar o longa como motor de hype para o novo jogo — algo que já vimos acontecer com enorme sucesso em outras franquias, como Fallout, The Last of Us, The Witcher e Cyberpunk 2077, que registraram saltos expressivos em vendas após adaptações para TV e streaming. Em outra matéria recente, veículos especializados chegaram a cravar que a meta interna seria uma janela de lançamento em 2027 para o jogo, acompanhada de uma estreia próxima do filme na Netflix, possivelmente em 2027 ou 2028, dependendo do ritmo de produção.
Em termos criativos, a adaptação atual de BioShock passou por ajustes importantes. A primeira tentativa de filme, ainda na época da Universal, seria dirigida por Gore Verbinski, de Piratas do Caribe, com orçamento alto e classificação etária R. O projeto acabou arquivado após o mau desempenho de Watchmen nos cinemas e receios de custo elevado. A versão da Netflix, por sua vez, foi “enxugada” depois de mudanças na direção da plataforma, que passou a priorizar produções com orçamentos mais controlados e foco maior em histórias pessoais em vez de espetáculos gigantescos. De acordo com Roy Lee, o novo filme está sendo pensado como uma obra “mais pessoal”, sem perder o espírito da franquia orientada por filosofia, horror e crítica social.
O roteiro está nas mãos de Michael Green, de Blade Runner 2049, com uma nova versão do texto escrita também por Justin Rhodes, de Terminator: Dark Fate. Nenhum nome de elenco foi anunciado até agora, o que faz sentido, já que a produção ainda não tem data oficial para início das filmagens. Embora a equipe mantenha a trama sob sigilo, os relatos mais consistentes apontam para um retorno à Rapture, a icônica cidade submersa do primeiro jogo, com sua estética art déco decadente, Splicers enlouquecidos e uma utopia falida dominada por ideologias extremas.
No fim das contas, o quadro atual é o seguinte: o filme de BioShock segue vivo, em desenvolvimento ativo na Netflix, com Francis Lawrence à frente e Roy Lee na produção, enquanto o novo jogo está nas mãos da Cloud Chamber sob supervisão firme da Take-Two e de Rod Fergusson. E, se tudo caminhar como os envolvidos desejam, os fãs podem esperar um retorno em grande escala da franquia, com filme e jogo dividindo o mesmo holofote e reforçando um ao outro.
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