Pokémon Company adota reconhecimento facial para combater cambistas no Japão
Lojas oficiais de Pokémon TCG no Japão terão biometria facial.

A guerra contra os cambistas de cartas colecionáveis atingiu um novo e tecnológico patamar. A Pokemon Company anunciou que passará a utilizar sistemas de reconhecimento facial em suas lojas oficiais no Japao. A medida drástica visa desencorajar a ação de revendedores que lucram excessivamente sobre o mercado de cartas, tornando a experiência de compra quase tão rigorosa quanto os procedimentos de segurança de um aeroporto internacional.
A iniciativa não é a primeira da empresa no campo da verificação de identidade. No início deste verão, já havia sido revelado o uso do My Number Card — um documento de identidade padronizado no território japonês — para validar transações realizadas através do site oficial do TCG. Agora, o foco se volta para as unidades físicas, batizadas de Pokémon Card Stores. Estes estabelecimentos serão dedicados exclusivamente à venda de pacotes de cartas, produtos relacionados e à realização de oficinas gratuitas para ensinar as regras do jogo aos novos fãs.
As cinco lojas iniciais que serão inauguradas pelo país contarão com a tecnologia de biometria para, segundo a tradução das comunicações oficiais da empresa: “Prevenir crimes.”
O sistema processará os dados faciais de qualquer indivíduo a partir da idade escolar primária. Crianças em idade pré-escolar, contudo, foram isentas da medida, possivelmente por serem consideradas de baixo risco para as atividades de scalping. O objetivo central é organizar o sistema de sorteios utilizado em lançamentos de novos produtos. Atualmente, os funcionários distribuem números para quem aguarda em filas, mas a biometria deve impedir que uma única pessoa obtenha múltiplos números ou que grupos de revendedores “inflem” as filas para manipular as chances de compra.
As normas de segurança são tão específicas que a Pokemon Company instruiu os clientes a notificarem a equipe caso precisem se ausentar para ir ao banheiro, evitando qualquer suspeita de tentativa de fraude ou troca de lugar na fila. Essa vigilância intensa surge em resposta a incidentes graves na comunidade global de cartas colecionáveis; no início de 2026, por exemplo, uma loja não oficial em Nova York foi assaltada à mão armada, resultando no roubo de US$ 100 mil em mercadorias.
Enquanto a empresa reforça suas defesas físicas, o desenvolvimento de novos projetos continua. A Game Freak comentou recentemente que o histórico da franquia serviu de base para o desenvolvimento de Beast of Reincarnation, buscando uma experiência de: “Tornarem-se parceiros através do gameplay.”
Mesmo com as novas camadas de vigilância gerando debates sobre privacidade, a prioridade da marca parece ser a proteção da integridade de seu ecossistema de colecionáveis.
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