Proibido carregar! Gigante da aviação muda regras para uso de power bank em voos
Nova regra de segurança proíbe uso de acessório popular em voos internacionais. Veja o que muda na sua bagagem de mão e os limites permitidos.

Se você tem viagem marcada para a Europa e costuma depender de baterias portáteis para manter o celular vivo durante o trajeto, é bom ficar atento. A partir desta quinta-feira (15), o Grupo Lufthansa implementou uma nova e rigorosa política de segurança que afeta diretamente o uso dos populares power bank. A nova diretriz proíbe terminantemente o uso desses acessórios para recarregar smartphones, tablets ou laptops durante o voo. A regra não se limita apenas à Lufthansa, estendendo-se a todas as empresas da holding, como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e a low-cost Eurowings.
A mudança logística dentro da cabine é significativa. Além da proibição do uso, os passageiros não podem mais guardar essas baterias nos compartimentos superiores de bagagem (overhead bins). A nova norma exige que o dispositivo esteja sempre ao alcance físico ou visual do viajante: seja no bolso da poltrona à frente, junto ao corpo ou em uma bolsa posicionada embaixo do assento. A lógica é simples e vital: se uma bateria começar a superaquecer dentro de uma mala fechada no bagageiro, a tripulação pode demorar a perceber o perigo. Ao mantê-la próxima, qualquer sinal de fumaça ou calor excessivo é notado imediatamente.

A decisão técnica visa combater o fenômeno da “fuga térmica”, um colapso químico que pode fazer com que baterias de lítio liberem gases tóxicos e chamas difíceis de apagar em questão de segundos. Ao proibir a recarga a bordo, a companhia elimina o estresse térmico gerado pela transferência de energia, reduzindo drasticamente as chances de um incidente. Pelas novas regras, cada passageiro pode levar no máximo dois power banks de até 100 Wh sem aviso prévio. Baterias entre 100 Wh e 160 Wh exigem aprovação antecipada, e qualquer unidade acima de 160 Wh está banida do voo.
O movimento da Lufthansa segue uma tendência global de endurecimento nas normas de segurança aérea, alinhando-se a recomendações de órgãos como a EASA (Europa) e a FAA (EUA). Outras companhias, como a Air China e a Emirates, já aplicam restrições severas, que vão desde a proibição total de uso até o veto de despacho na bagagem de porão. A medida também se aplica a cigarros eletrônicos, com exceção apenas para dispositivos médicos essenciais, que continuam autorizados mediante verificação.
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