VPN gasta bateria? Testes com iPhone 16 e Galaxy S25 Ultra revelam a verdade
Saiba por que o impacto das VPNs na bateria é menor do que se pensa.

Muitos usuários de smartphones hesitam em instalar uma VPN por receio de que o serviço comprometa a autonomia do aparelho ao longo do dia. Esse hábito de manter a ferramenta desligada, no entanto, é fundamentado em uma interpretação equivocada de como os sistemas operacionais monitoram o consumo de energia.
Na realidade, a presença constante dessa camada de segurança afeta muito pouco o dispositivo. O mal-entendido ocorre porque o Android e o iOS identificam todo o fluxo de dados — seja carregando um e-mail ou assistindo a uma série — como atividade da aplicação de VPN, já que o tráfego é encaminhado através dela. Assim, o sistema reporta o volume de dados monitorado e não o consumo elétrico real dos componentes físicos.
Para derrubar esse mito, o laboratório independente West Coast Labs realizou testes exaustivos em maio de 2026. Foram utilizados aparelhos topo de gama de última geração, incluindo o Samsung Galaxy S24, o Samsung Galaxy S25 Ultra, o Google Pixel 9, além do iPhone 15, iPhone 16 e o iPad mais recente.
Enquanto o sistema operacional chegou a atribuir cerca de 49% da bateria gasta à NordVPN durante uma hora de streaming, medições físicas em laboratório provaram que a sobrecarga real foi de apenas 1,6% a 2,1%.

Os especialistas desenharam um roteiro de uso ininterrupto de 24 horas, simulando desde períodos de sono até navegação intensa em casa e no trabalho. O resultado foi surpreendente: o aumento no consumo diário de bateria ao manter a VPN ligada continuamente foi de apenas 1,4% no Android e 1,8% no iOS. Em termos práticos, para um celular de alto desempenho, isso significa que você só precisaria carregar o aparelho meio dia mais cedo após um mês inteiro de uso constante.
Outro ponto analisado foi a drenagem de energia em deslocamentos, momento em que o celular alterna entre Wi-Fi e dados móveis. Em um trajeto simulado de duas horas, com trocas de rede a cada nove minutos, a aplicação restabeleceu a conexão com sucesso em mais de 99% das transições. O impacto energético foi de 5,1% no Android e 6,8% no iOS, valores consideravelmente abaixo do limite de 15% estabelecido pela entidade de testes.
Essa eficiência atual é fruto da evolução tecnológica. O antigo protocolo OpenVPN, de 2001, não priorizava a economia de energia. Hoje, arquiteturas modernas como a NordLynx (baseada em WireGuard) utilizam criptografia mais eficiente, reduzindo o esforço de processamento. Essa tecnologia consome 31% menos bateria no Android e 24% menos no iOS em comparação com protocolos obsoletos.
Mesmo quando o smartphone está inativo com a VPN em segundo plano, o impacto é quase nulo, registrando valores inferiores a 0,5% por hora.
Para quem busca dispositivos capazes de lidar com segurança e performance, o mercado apresenta opções como o Xiaomi POCO X8 Pro. O modelo oferece tela de 6,59 polegadas 1.5K de 120Hz, processador Dimensity 8500-Ultra, uma robusta bateria de 6500 mAh e câmera Sony de 50 MP, garantindo que o uso de ferramentas de proteção não prejudique a experiência diária.






